sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Primeiras impressões com um tênis Timberland

Começando por esse post, nossa equipe vai compartilhar nossas experiências com utilização de equipamentos, viagens, outros esportes ou lugares frequentados. Dessa forma podemos lhe ajudar a tomar decisões de compras com mais confiança.

Vejamos as primeiras impressões com a utilização do tênis Timberland George C2 (substituído pelo C4:  Abrir link.). Segundo o fabricante, ele "foi desenvolvido pensando nos aventureiros que amam praticar trilhas", nosso navegador Rubens (@rubens21) utilizou o dele pela primeira vez na 11ª etapa do circuito mineiro de trekking, que ocorreu em Congonhas-MG. Vejamos as primeiras impressões.

Conforto (pró)
O tênis é confortável do ponto de vista para o qual ele é destinado. Obviamente não é tão macio e leve quanto um tênis para utilização no dia a dia, portanto não é aconselhável uso cotidiano.

Foto (mal tirada) do tênis durante a etapa
Água (contra)
O tênis não é impermeável, até aí não é um ponto negativo, afinal no ato da compra você está ciente disto, porém o escoamento da água é lento e deixa o tênis pesado. Nada que atrapalhe, mas poderia ser melhor. Caso você esteja pensando em comprar um impermeável, leve em consideração o fato que a água poderá entrar caso você mergulhe o pé totalmente, portanto o tênis (ou bota) poderá se encher de água e ela precisará ser escoada de alguma forma.


Estabilidade (pró)
As travas dele são muito boas, a borracha do solado também ajuda na aderência. Mesmo em trilhas com lama ou em pedras ele agarrou bem, e não patinou. Veja no nosso vídeo que nós passamos por dentro de rios, subimos em pedras e percorremos trilhas bem ingrimes.

Resistência (pró)
A marca Timberland é bem conhecida pelos trekkeiros por produzir calçados resistentes. A primeira impressão é que o George C2 resiste a tudo, ele tem uma aparência bem esportiva e seu material pareceu bem resistente. Na primeira prova ele passou ileso, vamos ver quanto tempo ele aguentará.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

11ª etapa do circuito mineiro de trekking - Congonhas-MG

Nessa etapa os 10Norteados não se saíram bem. Perdemos concentração antes mesmo da largada e simplesmente não percebemos que estávamos em cima da hora. 


Quando percebemos saímos correndo para o ponto de partida e começamos a prova com mais de 10 segundos de atraso. Isso foi péssimo para a equipe, pois já começamos atropelando a planilha e logo no início perdemos vários minutos em uma sequência de referências por bússola (geralmente a que exige maior precisão). Pressa não combina com trilhas de trekking, resultado: permanecemos atrasados por toda a trilha e na correria o Eduardo (@eduardoar) machucou o ombro ao tentar subir um barranco.



O lado bom da etapa foi a beleza da trilha. Matas quase fechadas, rios com águas geladas, uma cachoeira atravessando o trecho... resumindo, uma das trilhas mais bonitas que nossa equipe já participou. 







sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Vídeo da 10ª etapa - Cordisbugo

Nós já tínhamos publicado um post sobre essa etapa, mas ficou faltando o vídeo. Estamos melhorando o preparo dos vídeos para conseguir passar o início, meio e fim das etapas.


terça-feira, 4 de outubro de 2011

Aprendendo com erros!

Ok, agora entendemos nosso erro por tantas etapas! Ou melhor, conseguimos não cometê-lo, pois já tínhamos percebido e mesmo assim não conseguíamos nos corrigir. Nessa etapa do último domingo, dia 02 de Outubro, na 10ª Etapa do Circuito Mineiro de Trekking, nossa equipe precisou se superar para andar na velocidade dos Graduados, que teem uma planilha com maior distância e velocidade do que Trekkers e novatos. 

Ao final de cada etapa, nossa equipe sempre tenta fazer um resumo dos erros e acertos, principalmente após ter subido para a categoria Graduados, pois a diferença de velocidade é uma das principais dificuldades da adaptação (pelo menos foi para a nossa equipe!). Como nós só havíamos participado de duas etapas esse ano, nós não estávamos conseguindo corrigir os atrasos nas passagens de um trecho para outro, perdíamos muito tempo. E para piorar a situação, a primeira etapa nós nem chegamos a concluir por causa de um problema técnico e isso nos desmotivou bastante na época.

Na segunda etapa o problema estava claro: perdíamos tempo demais pensando e decidindo por onde ir. Em algumas ocasiões o motivo era a bússola e em outras era a dúvida visual do caminho a seguir. Mas como decidir rápido sem errar? Afinal, um erro durante a prova é muito, muito, muito pior do que um atraso de alguns segundos.

Nós já tínhamos uma estratégia e nessa etapa nós pudemos fazer funcionar, que é manter o Navegador um pouco mais à frente da equipe, adiantando algumas decisões que só precisam ser confirmadas pelo contador de passos após aferir a distância. Dessa forma, mesmo quando surgiram dúvidas, tivemos mais tempo para tomar as decisões e manter o ritmo do passo durante a navegação. Lógico que o pessoal do Minas Trekking não facilitou para o nosso lado, a trilha teve rio com lama, trilhas quase invisíveis no meio de folhas caídas, PCs difíceis e tudo mais... mas conseguimos manter uma velocidade razoável, nos mantivemos no jogo e chegamos a estar em primeiro lugar durante alguns PCs. Resultado final: quarto lugar, nada péssimo.

Para próxima etapa, nossa meta será manter o ritmo e, principalmente, não cometer erros! Nós ainda não conseguiremos manter uma pontuação tão baixa quanto as outras equipes, mas se não cometermos nenhum erro, teremos chances de ir para o podium.

sábado, 10 de setembro de 2011

O primeiro colocado fui eu

No último domingo, dia 04 de setembro de 2011, eu simplesmente humilhei meus adversários. Corri os 21.047 km deixando-os todos para trás sem nenhuma modéstia ou fair play, afinal ter dó do adversário é coisa de perdedor. Todos eles só chegaram depois de uns 10 ou quinze minutos, alguns só chegaram mesmo no dia seguinte, rs.

Você pode até pensar que quem escreveu esse texto foi algum ultra-atleta arrogante, ou alguém delirando, mas  na verdade fui eu, Rubens Silva (@rubens21), navegador dos 10Norteados. E meus adversários eram as dores, o calor, meu calcanhar, minha panturrilha, algumas vezes a sede, etc. E eu realmente coloquei eles "no chinelo".

Em outro post, escrevi sobre as pessoas não se darem conta da dificuldade de uma meia maratona, mas faltou explicar mais um equívoco cometido pelas pessoas que não correm. Logo que você fala que percorreu os benditos 21K, alguns desavisados perguntam: "Chegou em qual posição?", "Ganhou?", "Você tinha alguma chance?"...e para esses perguntas eu respondo: "Em pé!", "Ganhei lanchinho no final" e "Tinha chance beber água a cada 4k". Mas pera lá!! Atletas amadores não tem esses objetivos! Vou roubar as palavras do Bruno Faria @brunofaria_ (Rei do Trekking 2009) que explicam bem o espírito da corrida amadora: "Para nós, corredores amadores, não importa em que lugar vc está, e é uma vitória cruzar a linha de chegada! (...) O adversário é você mesmo. O objetivo é você quem estipula, e cabe a você decidir se vai conquistá-lo ou não!"

A corrida é um esporte totalmente democrático, talvez não haja nenhum tão heterogêneo quanto este. Enquanto você corre, passa por você atletas gordos, magrélos, velhinhos, e até velhinhas, por que não?! Veja os tempos das coroas de mais de 55 anos, duas ganharam de mim, do Eduardo Resende (@eduardoar), e de muitos homens com menos de 30 anos. Tá bem, nós não somos a melhor referência para comparação, rs.

Enfim, se você pretende correr ou está conversando sobre corrida com um atleta amador, leve em consideração o objetivo dele, que pode ser alcançar um certo tempo, ou manter uma certa cadência (chamamos de pace) ou pode ser apenas de chegar. Eu consegui chegar em primeiro! Meu objetivo era chegar entre 2h e 6m ou 2h e 10m, mas consegui chegar em 2h2m. Outro trekkeiro, o Geraldo @geraldoeulerjr (organizador das provas do Minas Trekking), conseguiu chegar em 1h53m mesmo tendo ido para uma etapa de trekking na véspera e dormido apenas 3 horas. Você ainda diz que ele não ganhou a corrida?

terça-feira, 16 de agosto de 2011

A emoção durante trekking

A equipe 10Norteados fez seu primeiro vídeo no meio de uma etapa de trekking. Já tínhamos feito um vídeo, mostrado na página Quem somos no qual nossa calculista Kátia desce de rapel de uma ponte, mas esse novo vídeo não foi feito durante paradas (até por que a gente tava tão atrasado que nem paramos no neutral, hehe).

O interessante nisso é que dá para ver algumas conversas apressadas, passagem em pontos mais difíceis e momentos que estamos em dúvida sobre para onde ir (maldito navegador). Esse vídeo foi gravado durante a 8a Etapa do Circuito Mineiro de Trekking, organizado pelo Minas Trekking.


Nesse vídeo ainda não mostramos a navegação por bússola, o momento da chipagem, os neutrais, etc. Na próxima etapa vamos tentar mostrar mais alguns lances interessantes, principalmente as paisagens e passagens de trechos difíceis como rios e barrancos.

domingo, 14 de agosto de 2011

Você não sabe o que é uma meia maratona!

O que você acha de correr 10 km? Já pensou em correr uma meia maratona? E que tal e ideia de correr a corrida de São Silvestre?

A maioria das pessoas não veem nada de mais em uma meia maratona, mas quando falamos na corrida de São Silvestre falam: "nooooooossa!", "você chegou?"... Mas na verdade a São Silvestre não é uma maratona, nem se quer uma meia maratona! Não estou desmerecendo a corrida, afinal são 15k respeitáveis, difíceis, cheio de subidas. E ainda tem toda a tradição da corrida com maior número de participantes do Brasil. Tem o glamour da transmissão fiel todos os anos, etc. Mas em termos de dificuldade não podemos comprar com uma meia maratona.

A suíça Gabrielle Andersen-Scheiss
na Chegada da Maratona da Olimpíada
de Los Angeles - 1984
A questão aqui não é a supervalorização da São Silvestre, mas sim a desvalorização da meia maratona. Quando eu (rubens21) e o Eduardo Resende (@eduardoar) conseguimos sobreviver à Meia Maratona da Linha Verde foi o maior orgulho para nós, pois somos amadores, com menos de um ano (na época) de corridas e a Linha Verde é uma prova muito difícil, com variação de altitude de mais de 140 metros. Isso mesmo! do ponto mais baixo até o mais alto subimos 140 metros, sendo que podemos subir e descer várias vezes. E quando falamos para as pessoas que corremos 21km, elas falam: "ah foi?", "legal hein". Já quando falamos na São Silvestre...

Só para dar uma ideia do que significa 21km, abaixo existem algumas comparações em diversas cidades brasileiras, para você ter uma noção na sua realidade:

Belo Horizonte - Dar duas voltas dentro da cidade administrativa e seguir até a praça da estação.
São Paulo - Sair da praça da consolação e seguir até o Autódromo de Interlagos
Rio de Janeiro - Partir da porta do Aeroporto do Galeão e seguir até o aeroporto Santos Dumont
Salvador - Partir do Farol da Barra e seguir até a Praça da Sereia, em Itapoã
Ilhéus - Partir da ponte do Iguape ir até o Aeroporto Jorge Amado e voltar (Ilhéus está na lista pq sou ilheuense, hehe)

Pois então, se alguém agora lhe disse que chegou vivo após 21k de corrida, diga: "nooooossa!", "você sobreviveu!?", "você deve ter treinado um ano!".

sábado, 6 de agosto de 2011

Observação de baleias jubarte - Prado - Bahia

Os 10Norteados são pura aventura! Nosso mais recente passeio foi para o Recife de Guaratiba e no mesmo dia partimos para a observação de baleias Jubarte, no Prado-BA.


Dessa vez vamos ficar devendo fotos melhores, por que nosso fotógrafo não teve muita sorte para conseguir clicar nossas colegas de sobre-peso, as danadinhas só apareciam quando eu estava filmando e mesmo assim consegui perder um salto excepcional por que me distraí com golfinhos. Isso mesmo! lá tb aparecem golfinhos, mas é mais difícil encontrá-los. Geralmente eles que nos encontram.

Como chegar até lá?

O Recife de Guaratiba fica no litoral baiano, mais ou menos entre a cidade do Prado e Alcobaça (Veja no nosso mapa). Para chegar até lá você precisa procurar por agências de passeio que oferecem esse serviço nessas cidades (acredito que em Caravaleas-BA também deva haver esse serviço). Nós fomos na escuna Sereia de Guaratiba (0 73 9154-9664). Os valores variam muito, vai desde 60 reais á 300, de acordo com a embarcação.

Kátia e Rubens - Equipe 10Norteados
A melhor época para ir é entre os meses julho e novembro, pois nesses meses as baleias jubarte estão lá por perto para fazer a reprodução (eita bahia afrodisíaca!). Fomos vê-las também.

As Jubarte são enormes, podem chegar até 19 metros e pesam aprox. 40 toneladas (Fonte Wikipedia). São bem sociáveis, apareceram para a gente várias vezes, passaram bem próximas ao barco, fizeram sinal com a nadadeira (juro que parecia que era para a gente). E uma ainda deu um salto fenomenal que perdi por causa dos golfinhos.

Se você for lá, não vá achando que é um zoológico, e quando chegar em alto-mar as baleias vão estar lhe esperando para dar saltinhos. Vi uns turistas chatos na escuna em uma das vezes que fui, reclamando que as baleias estavam longe ou que demoramos para encontra-las. Na verdade não tem como ter certeza que vamos achá-las, elas podem simplesmente fugir não querendo ser vistas. Das duas vezes que fui as baleias apareceram. A primeira vez vimos elas a uma distância de 200 a 300 metros, não saltaram, mas uma delas veio bem perto do barco por debaixo dágua e pudemos ver aquela mancha escura enorme passando ao nosso lado, cerca de 5 metros do barco. Da segunda vez o dia estava mais claro, elas chegaram a uns 50 metros, apareceram mais, uma saltou e ainda deu tchauzinho para a câmera.

Entrada de Alcobaça-BA, com o mascote da costa da baleia
Esse foi um passeio bem diferente de qualquer outro que fiz, essa é a grande diversão. Afinal você sempre pode ir em uma grande parque, zoológico, montanha, etc... mas não é todo dia que você vê uma animal gigantesco vivendo em seu habitat natural e ainda por cima sendo gentil e sociável.

sábado, 9 de julho de 2011

Batalha perdida

10Norteados não começaram bem em seu retorno, sofrendo um grande golpe logo na sua primeira etapa após 6 meses de geladeira.

Chegamos no distrito de São Bartolomeu (Ouro Preto-MG) com bastante antecedência. Lanchamos, descansamos, conversamos sobre a prova e cometemos um grave erro. Era a primeira vez que iríamos utilizar um novo equipamento, o Winner, para ajudar nos cálculos de tempos da planilha, e ao invés de aproveitar o tempo de sobra para re-ver a programação do equipamento, ajustar os relógios e se concentrar para a prova, nós ficamos relaxando e jogando conversa fora.

Como Murphy não perdoa, é lógico que havia alguns erros nas entradas dos trechos no Winner.

Começamos bem, sem grande dificuldade, marcamos o primeiro PC com apenas 2 segundos de erro, no segundo PC ainda estávamos na quarto posição, mas de repente percebemos que estávamos muito atrasados. Saímos correndo feitos loucos sem saber como havíamos atrasado tanto. Apenas quando encontramos a equipe que tinha largado 3 minutos antes de nós, percebemos que havia algo errado. Paramos e fomos analisar a planilha, aí percebemos que estávamos com os cálculos errados.
No início ainda pensamos em terminar a prova, tentar nos orientar pelos cálculos tradicionais e continuamos sem marcar os PCs, apenas para conhecer a trilha. Mas a desmotivação nos derrubou. Não tínhamos andado ainda nem 5 quilômetros dos 15 totais da prova, e todos os integrantes da equipe já estavam extremamente decepcionados com a ocasião.

Abandonamos a prova e retornamos para a largada. Ficou a lissão de manter foco na prova, mesmo antes dela começar e que conferência nunca é demais. Pelo menos esse erro não cometeremos mais.

sábado, 2 de julho de 2011

Estamos de volta!

A equipe de trekking 10Norteados está de volta! Depois de ficar seis meses de molho, nossa equipe está voltando para o circuito mineiro de trekking. Em dezembro 2010, fomos vice-campeões do segundo semestre na categoria Trekkers e campeões Mr. Passos também do segundo semestre. Depois disso nos afastamos por vários motivos, inclusive por causa de outros esportes que praticamos.

Durante esse semestre o trekking nos fez uma falta tremenda! A todo momento nos pegávamos explicando para alguém o que é trekking, como são as regras e, principalmente, como é emocionante, desestressante (se é que existe essa palavra), e como era empolgante ir a lugares totalmente diferentes da nossa rotina. Só quando precisava contar para alguém eu percebia quantos locais espetaculares nós tínhamos ido: matas fechadas a noite, morros altíssimos com visões belíssimas, igrejas seculares, cachoeiras, etc.

Nosso primeiro blog não teve uma vida muito longa, mas acredito que esse terá, pois até mesmo para os membros da equipe, é interessante ter um arquivo com nossas histórias e fotos, pois depois de um certo tempo nem nós mesmo lembramos de tudo que se passou.

Amanhã nossa equipe volta com um grande desafio: perder a ferrugem direto em uma etapa desafiadora, 15km de percurso, mais de 4 horas de prova, em um local nada plano, Ouro Preto! Seja o que Deus quiser!